IA com responsabilidade: rascunho, conferência e aprovação
Equipe JusHand · · 4 min de leitura
Citação inventada já rendeu multa a advogado. O jeito seguro de usar IA é tratar tudo como rascunho e conferir cada referência na fonte.
Modelos de linguagem escrevem bem — às vezes bem demais. Eles podem produzir uma ementa convincente de um julgado que não existe ou atribuir a uma folha dos autos uma frase que não está lá. Tribunais brasileiros já aplicaram multa por jurisprudência inventada em petições.
Três regras que adotamos
- Tudo o que a IA produz é rascunho: peça, análise, resumo, documento e prazo só valem com a aprovação de um advogado, registrada com nome e data.
- Citação dos autos é conferida mecanicamente no texto da folha; o que não confere aparece marcado antes da aprovação.
- Referência a lei, súmula ou julgado sem fonte é sinalizada. Na pesquisa na web, o link vem junto, e site que não é oficial aparece como pista.
Prazo é responsabilidade do advogado
No JusHand, a IA lê a intimação e o motor calcula o prazo com o calendário do foro. Mas o prazo só passa a valer quando o advogado confirma — por clique, nunca por texto da IA ou por voz. A confirmação guarda quem confirmou, quando e o fundamento.
Sigilo e LGPD
Cada escritório usa a própria conta de IA e os dados ficam isolados no banco. Nada vai para fora do escritório sem um ato do advogado, e o protocolo continua sendo exclusivo dele.
A IA é uma assistente extraordinária. Responsável pelo processo continua sendo quem assina.